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O país do carnaval
1930. Tempo de marΓ© agitada, de ondas fortes, no Brasil. O estudante Jorge Amado jΓ‘ nΓ£o Γ© a crianΓ§a carregada da fazenda onde nasceu para a cidade de IlhΓ©us; nem o jovenzito irrequieto que acabou fugindo do internato do ColΓ©gio Antonio Vieira, em Salvador, para se refugiar na casa da avΓ³, na cidade sergipana de Itaporanga. EstΓ‘ morando agora no Rio de Janeiro, onde faz o curso de Direito. Mas Γ©, ainda, um adolescente. E, aos 18 anos de idade, acaba de escrever o seu primeiro romance. No ano seguinte, o volume vem Γ luz. Chama-se O paΓs do Carnaval. Γ a estrΓ©ia literΓ‘ria do autor. Bem recebido pela crΓtica e pelo pΓΊblico, Jorge Amado fala, nesse livro, de uma juventude plena de inquietude, numa ansiosa e mesmo angustiada busca de verdades e caminhos. Trata-se, em suma, de um retrato geracional β tecido a partir das rondas de Paulo Rigger pelas rodas boΓͺmias e literΓ‘rias da Cidade da Bahia, em inΓcios do sΓ©culo XX. No final, insatisfeito e desencantado, marcado por uma renΓΊncia preconceituosa Γ chegada do amor, Rigger embarca, no porto do Rio de Janeiro, com destino Γ Europa. Leva com ele as suas dores, deixando atrΓ‘s de si uma cidade alucinada pelos ritmos e brilhos do carnaval.
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